quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Alma atormentada

Atrevi umas palavras no papel
pondo à transparência a voz do coração
todas as minhas angústias iam nele
nuns traços que, por tremer, traem a mão.
Eu sei de todas as culpas que me cabem,
dos momentos em que assim me fiz culpada,
dormi com todas as dores e elas sabem
os caminhos da minha alma atormentada.
quis então fazer das letras, minha voz
que calada teimou em se emudecer
e a escrever, tentei palavras que entre nós
revelasse as frases que faltou dizer.
Filipa Cardoso