quinta-feira, 28 de setembro de 2017

O amor que morava em mim

Com o passar do tempo, 
a gente vai perdendo o interesse por aquele sentimento 
que parecia tão bonito, com uma promessa linda 
de ser para sempre e que agora só machuca a alma, 
onde a melhor saída é buscar novos rumos, 
novos amores, outros interesses, 
numa tentativa desesperada de dar um novo 
sentido à vida que ficou tão 
desinteressante depois da partida. 
Trago na lembrança aquele adeus sem despedida. 
Gravei na alma, todos os “eu te amo”
ditos em vão, de coração vazio do sentimento 
que só existia em palavras.
E agora, o amor que morava em mim 
também se foi, se perdeu no tempo, 
cansou de lutar, cansou de se guardar 
para um reencontro que não há de acontecer.
O amor que morava em mim 
ficou triste, ficou doente e
finalmente morreu.
Ana Fahd