terça-feira, 12 de setembro de 2017

A saudade

A alma, às vezes, sente saudade. 
Sim, uma saudade intensa, estranha, 
que anseia por algo que ela mesma não sabe o que é. 
Mas sabe que lhe causa um vazio, uma solidão, um descontentamento e, 
muitas vezes, um desalinho que bagunça tudo e a faz se recolher 
em suas próprias angústias, medos e desejos não revelados. 
Ah, quantas vezes ela deseja um colo, um abraço, uma acolhida, quem sabe 
de uma outra alma, para sentir-se mais preenchida e aquecida. 
Mas, nem sempre se completa ao recebê-los. 
E então se assusta, desespera e continua a seguir sentindo-se incompleta. 
Até o dia que entende, por fim, que a sua falta, sua incompletude, 
seus anseios e desejos só podem ser supridos por si mesma. 
Que ela está sentindo falta de como ganhar dinheiro na internet 
seu próprio cuidado, zelo e atenção. 
Que tem olhado muito para fora, para a outra alma e esquecido de si. 
E então em um suspiro profundo, um voo infinito para dentro de si mesma, 
em um entrelaçar de sua alma com sua essência divina e especial, 
ela se abraça e acolhe, se valoriza, basta e completa. 
Nesse momento o Universo em si se expande para o Universo geral 
e a alma consegue voltar ao seu habitat natural. Se desvencilha do labirinto 
que a atormentava e aprisionava. Se liberta. 
Se reconecta. Se consagra com a sua divindade e, enfim, 
aprende que a alma só pode ser livre quando se aceita, se ama e respeita! 
Quando uma alma se revela, acontece um milagre 
de fortalecimento do amor no planeta! 
Angel Marques